20161021_101154E o estar da varanda tem uma lareira a lenha com coifa suspensa também Construflama.
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“Terraço-estar é o coração da casa

Uma grande varanda com jeito de sala é o centro da vida nesta residência de fim de semana em Piracaia, SP. Com sua estrutura metálica, ela se abre para o horizonte de águas calmas da represa de Jaguari, seu privilegiado quintal

Por Silvia Gomez (texto) | Projeto Nitsche

A sala-varanda surge escancarada para a paisagem, protegida pela cobertura de telhas metálicas do tipo sanduíche (duas chapas com núcleo de espuma de poliuretano expandido entre elas, da marca Panisol) apoiadas na estrutura de aço aparente (Plasmont). | <i>Crédito: Foto: Nelson Kon
A sala-varanda surge escancarada para a paisagem, protegida pela cobertura de telhas metálicas do tipo sanduíche (duas chapas com núcleo de espuma de poliuretano expandido entre elas, da marca Panisol) apoiadas na estrutura de aço aparente (Plasmont). | Crédito: Foto: Nelson Kon

Não tem areia nem onda, mas dá pra fingir que é praia, por que não? Diante daquele pedaço particular da represa Jaguari, parte do Sistema Cantareira, em Piracaia, SP, os arquitetos Lua Nitsche, Pedro Nitsche e André Scarpa (coordenação), do escritório paulistano Nitsche, não tiveram dilemas quanto à posição da casa de 1 025 m², que acabou implantada no meio do terreno generoso, bem perto da água, foco do olhar em todos os cantos. “O lote induziu a isso. Respeitamos os recuos obrigatórios de 10 m nas laterais e chegamos ao limite de proximidade em relação ao lago, que era de 30 m de distância”, diz Pedro.

A intenção era mesmo criar uma espécie de vista irrestrita para a superfície calma, o que fica evidente para quem está na área social, trecho totalmente aberto para fora e com disposição central na planta de lógica simples, com quartos na lateral. “Criamos essa grande sala-varanda, o coração da residência”. Tamanha transparência foi possível graças ao esqueleto de aço de parte da estrutura, arrematado por telhas metálicas do tipo sanduíche, com propriedades de conforto térmico. “A cobertura pousa sobre o volume todo, lembrando um guarda-sol com beiral generoso, de 2,25 m de profundidade”, define André. Visualmente leves, esses elementos encontram apoio na fundação de concreto, escavação amparada por arrimos que parecem embutir a construção, suavizando sua presença no lote.
As escolhas conferem uma atmosfera despojada, assumida também nos materiais aparentes, como em vigas e esquadrias. Apenas o bloco íntimo ganhou fechamento exterior de muxarabi de madeira. “São baias pensadas para acomodar os banheiros de cada dormitório, mas sem comprometer a circulação de ar”, fala André. Apesar do tamanho, a morada tenta assim manter-se adequada em suas proporções. “Nossa meta era sintetizar os espaços – fazer uma casa grande parecer fácil de entender, mesmo se vista de longe, da represa”, complementa Pedro. Ou melhor, da praia… Por que não?
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Terraço-estar é o coração da casa
A sala-varanda surge escancarada para a paisagem, protegida pela cobertura de telhas metálicas do tipo sanduíche (duas chapas com núcleo de espuma de poliuretano expandido entre elas, da marca Panisol) apoiadas na estrutura de aço aparente (Plasmont). (Foto: Nelson Kon)”
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